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Praxes e Tragédias

por anaepiphany, em 26.01.14

 

Bem isto agora era o mesmo que dizer que como morrem muitas pessoas em acidentes de carros se devem proibir os carros... Ou então porque alguém morreu vestido de roupa da Berska que se deve proibir a roupa da marca.
Tenho pena que a praxe a algumas pessoas não tenha proporcionado bons momentos, mas pelo que se pode observar por várias opiniões por todo o lado a praxe fornece bons momentos a muita gente. Querer banir a praxe porque a alguém não caiu bem era o mesmo que eu querer banir o Ice Tea porque a mim não me cai bem. Deixemos o egoísmo fora deste tipo de assuntos.
Mais, cada um é livre e toma decisões por si, além de que acidentes acontecem. Se fôssemos a proibir tudo o que os pode causar teríamos de banir também as pessoas ou a liberdade de escolha. Até porque a praxe realmente não obriga nada a ninguém, cada um faz o que quer. Em tudo nesta vida existem idiotas, e saber lidar com eles e dizer "não" devia fazer parte dela. A praxe não é excepção. Se por acaso alguém for realmente "obrigado" a algo a culpa não é da praxe e sim de quem obrigou.
As pessoas confundem as coisas porque lhes convém, porque eles não gostam e por isso os outros não deviam gostar nem de ter acesso a essas coisas. Este tipo de pensamento é puro egoísmo.

 

Um abraço {#emotions_dlg.heart}

publicado às 01:55


40 comentários

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De Equipa SAPO a 26.01.2014 às 10:15

Bom dia,

O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

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De sonia a 26.01.2014 às 10:39

Depende das circunstâncias e dos modelos de praxes que fazem. Nunca devem feitas as secretas e longe das faculdades. E defender o direito à integridade física e psicológica.
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 14:21

Concordo plenamente.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Anónimo a 26.01.2014 às 11:01

\"O facto de morrer pessoas de acidente de carro se proíbe os carros\" está comparação está errada.ha um código de estrada que


deve ser cumprido
respeitado .nas praxes não
há nada a não ser a
evidência de alguns
\"dirigentes \" com
problemas psicólogos com
o intuito de denegrir o
próximo sem códigos de conduta indo ao limite de provocar a morte
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 14:17

Concordo consigo, nunca referi que não se devia regular o que acontece nas praxes, apenas referi que estas não devem ser proibidas apenas porque alguns não possuem maturidade para tal.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Anónimo a 26.01.2014 às 16:26

Como há um código da estrada também há um código de praxe que também deverá ser respeitado. Não é porque meia dúzia não o cumpre que se vai proibir as praxes.
Fui praxada e nessa altura quem me praxou "obrigou-me" a ler o código de praxe para saber as regras e me poder defender. Tudo o que fiz foi porque quis e não porque alguém me obrigou. Existiram coisas que me disseram para fazer e, como achava que iam contra os meus valores, recusei-me e nada de mal me aconteceu. Ninguém está na praxe porque é obrigado, ninguém tem uma arma apontada à cabeça...
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 18:35

Faço minhas as suas palavras. Tive precisamente a mesma experiência, sempre fomos alertados para os limites da praxe e para a existência de um código de praxe. Do mesmo modo disse "não" muitas vezes e nada me aconteceu.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Anónimo a 26.01.2014 às 22:42

Fui praxado e também praxei, e como presidente de uma comissão de praxe organizei muitas praxes.
E garanto q código de praxe oficial e com validade de lei é coisa que não existe, ao contrário do q por aí se tem dito ultimamente.
O q leu foi redigido por um grupo de veteranos na universidade onde estudou, com o objectivo de os ilibar caso alguma coisa corra mal. Todas as universidades têm o seu próprio 'código de praxe', feito à medida de cd uma.
Não existe uma lei a nível nacional q regule tais práticas, portanto 'código de praxe' não pode ser comparado com o Código da Estrada.
Um ex: veteranos da Escola Agrária de Santarém foram condenados em tribunal civil por cobrirem uma caloira com excremento de porco, apesar de, alegam eles, estarem 'autorizados' para o fazerem pelo respectivo 'código de praxe'.
Onde me praxaram e praxei, a praxe dura uma (longa) semana, a primeira do ano lectivo, e sempre dentro ou à porta da Universidade. Depois são todos amigos, não há cá caloiros dum lado e veteranos do outro. E acabou o período de praxe: é tempo de aulas e exames, intercalados por semanas e festas académicas e bebedeiras, claro. E esse é o objectivo da praxe: ajudar os novos alunos, longe de casa e da família, a integrarem-se no peculiar e difícil mundo académico. Um princípio que se perdeu e do qual muitos dos que defendem a praxe com unhas e dentes desconhecem.
Arrendar casas num fim-de-semana para praxar? Trajados a serem praxados? A prática da praxe no secundário, e até nos 2º e 3º ciclos? Devo estar mto antiquado, porque td isto é novidade pra mim.
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De Nuno a 27.01.2014 às 08:55

Boas, para sua informação tal como para conduzir em código, pelo menos aqui em na Universidade de Coimbra temos um código de praxe que fazemos questão de explicar aos caloiros praxados e os mesmo podem ir busca-los em formato de papel na AAC. Portanto informe-se melhor primeiro.
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De Anónimo a 27.01.2014 às 17:29

Sugiro uma leitura mais atenta ao meu comentário: eu não digo que os códigos de praxe não existem, mto pelo contrário, a questão é que, quando as coisas correm mal e são levadas a tribunal - civil, e não de praxe - para o juiz pouco ou nada interessa o código de praxe, mas sim o Código Civil.
E este sim, tal como o Código da Estrada, tem força de lei.
Neste país, só a Assembleia da República tem autoridade para redigir leis, e que depois têm que ser validadas pelo Pres. República.
Ora, que eu saiba, um veterano, por muito dux que seja, não tem esta autoridade.
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De Anónimo a 26.01.2014 às 11:30

Pessoalmente sou contra as praxes, porque se vê fazer coisas estúpidas. Mas se essas coisas que atentam contra a segurança e saúde dos praxados, são obra da mente retorcida dos praxantes que aproveitam as praxes para descarregar as suas frustrações e cobardias nos outros, então que as praxes continuem e que sejam banidos os que exercem violência sobre os outros.
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 14:20

Concordo, nem toda a gente deveria praxar, deveria ser-se mais selectivo no processo de escolha de quem praxa, apesar de que apesar disto existe sempre um ou outro que escapa.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 18:28

Só gostaria de fazer notar que não aceito comentários insultuosos. Se se demonstrarem opinativos, ainda que contrários ao que penso, terei todo o gosto de os receber. Caso contrário, virem aqui com um insulto disfarçado de opinião, não obrigada, não adicionam nada ao verdadeiro assunto aqui discutido. Quanto ao facto do post se encontrar "mal escrito", devo referir que não sou obrigada a utilizar palavreado formal para tudo o que escrevo. Partir do princípio que por isso a minha opinião "não conta" é um tanto ao quanto infantil.
Mais acrescento para aqueles que defendem a proibição das praxes porque humilham e e.t.c. e tal que me senti mais insultada por estes comentários do que em 4 anos de vida praxística, portanto recomendo verificar a presença de hipocrisia antes de vir opinar contra humilhações e ao mesmo tempo tentarem humilhar-me.
Também gostaria de agradecer a quem por aqui passa, excluindo os casos acima referidos, pois nem tudo é mau.
Obrigada.
Ana
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De Pedro Silva a 26.01.2014 às 19:01

Finalmente vejo alguém que não se deixou levar pela histeria colectiva anti Praxe que a nossa Comunicação social resolveu levar a cabo!

E sim, na Praxe acontecem coisas boas. E é possível dizer-se não. Eu sou o exemplo vivo disto mesmo. Dei conta disto no meu Blog.

Quem alinha nas parvoíces que certos energúmenos fazem na Praxe é porque quer ou porque em casa está habituado a fazer tudo o que lhe apetece para agradar e agradado.

O caracter também se molda em casa. Como seria bom que certos cronistas e jornalistas pensassem nisto antes de darem corpo á sua estapafúrdia campanha anti Praxe.

Um bem haja para a dona deste espaço. Não estou sozinho no meio de tanta irracionalidade. Graças a Deus!
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 19:29

Nem mais, eu não o diria de melhor forma.
Alegra-me muito encontrar pessoas que sabem distinguir as coisas. Generalizar infelizmente encontra-se demasiado presente na nossa sociedade, especialmente quando a comunicação social o faz a tal magnitude.
Muito obrigada pelo seu comentário e um bem haja a si também!
Ana
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De phanatik a 26.01.2014 às 19:07

Não vejo no que melhora as praxes a vida acadêmica,acho sim que devem existir actividades por forma a integrar os novos alunos nas respectivas universidades/politécnicos, mas sempre fora do contexto actual do que é feito a muitos caloiros.
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 19:38

Entendo perfeitamente o que quer dizer.
Na praxe também se realizam várias actividades que auxiliam na integração dos novos alunos. A forma como é feita nem sempre agrada a todos, até porque depende de quem a faz. Talvez devesse existir para além da praxe outras formas de integrar os caloiros, de modo a tentar alcançar o máximo de alunos possível. No entanto muitos apreciam a praxe, portanto apenas não concordo com o que referiu no final do seu comentário.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Anónimo a 26.01.2014 às 20:18

O que são praxes? Alguém me pode dizer? Para que servem? Engrandecem ou enaltecem alguém? Apelo para que acabem com tanta violência extrema, chega. ....
Srs reitores. ....como pessoas inteligentes que são, ponham mãos à obra e formem os nossos drs com princípios e valores
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 20:29

Para mim fornece sobretudo um momento de brincadeira, de confraternização. Conforme aqueles que praxam pode também significar aprendizagem e solidariedade, já que estes normalmente fornecem apontamentos e conselhos sobre as aulas.
A violência não pode ser extinguida infelizmente, apenas evitada. Deve-se sim sensibilizar o fim desta, não para o fim da praxe pois esta só por si não é violenta.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Anónimo a 26.01.2014 às 20:35

Concordo na totalidade com o que diz. E posso falar por experiência própria no que diz respeito a relação integração/praxe. Na minha primeira semana de praxe fiquei a conhecer todos os cantos e recantos da cidade através de um pedi-paper organizado pela comissão de praxe, fiquei a saber como funcionava o curso, a universidade, a quem me teria que dirigir caso alguma coisa estivesse mal...tudo dentro do âmbito das actuais praxes...Por isso é fundamental separar o trigo do joio porque há maus praxantes mas também os há muito bons e que se tornam amigos para a vida...
Praxantes que por uma dor de cabeça pegaram em mim e levaram-me a casa, deram-me o número de telemóvel deles e disseram para eu lhes ligar caso não estivesse melhor fosse a que horas fosse...
Praxantes que berraram com caloiros porque tinham ido para a praxe sem comer ou pouco agasalhados... Praxantes que berraram com caloiros porque estes tinham algum problema de saúde e não avisaram... Praxantes que berraram com caloiros porque estes estavam a tomar medicação e não avisaram...
Praxantes que berraram com caloiros porque estes estavam a tomar medicação e queriam sair para uma noite de copos...
Caloiros a pedir a praxantes que os deixassem estar na praxe só mais 30 minutos porque se estavam a divertir...
Estas situações, entre muitas outras, passaram-se comigo ou ao meu lado, por isso acho que a integração deve continuar a ser feita da maneira de está a ser feita...
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 20:51

Tudo isso também ocorria na minha praxe. Sempre fomos incentivados a ajudar-nos. Lá sempre me sentia como se estivesse com a minha própria família, sabia que se fosse preciso todos me acudiriam e como consequência sentia o dever e a vontade de os proteger também. Também muitas vezes me berraram porque eu estava doente mas queria ficar porque os meus colegas ainda lá estavam, também muito me berraram porque eu me esquecia de ligar aos meus pais de tanto que me estava a divertir, também muitos conselhos recebi sobre as aulas, sobre os professores. No meio de tanta responsabilidade inerente ao ensino superior, via na praxe um escape, onde me encontrava rodeada por pessoas que se encontravam na mesma posição que eu e por isso me entendiam como ninguém.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Anónimo a 26.01.2014 às 22:48

Na verdade, o objectivo da praxe era mesmo esse. E destaco o 'era'...
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De carlitos a 26.01.2014 às 20:04

As minhas desculpas, mas as praxes não acrescentam nada de novo a vida académica. As pessoas vão para o ensino superior para obterem formação. Poderiam dizer que as praxes formam carácter. Quererá isto dizer que apenas os universitário praxados são pessoas de forte carácter. Nada parece indicar nesse sentido . Pelo contrário os que encontrei mais ávidos pela dita tradição eram os mais se afastavam do verdadeiro objectivo
Muitos são crianças em corpo de adulto a esbanjarem dinheiro dos progenitores ou dos contribuintes.
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De anaepiphany a 26.01.2014 às 20:26

Claro que o objectivo de se aceder ao ensino superior é (ou deveria ser) a formação académica. Mas como seres humanos sabemos que a vida não é só formação. Também passa por momentos de alegria, momentos de amizade, de confraternização e até de brincadeira. Isto é o que a praxe proporciona (ou deveria).
Claro que a praxe não forma carácter. Isso parte de cada um. Peço-lhe por favor que não generalize, eu terminei o meu curso sem reprovações e participei activamente da praxe, assim como muitos colegas meus. A praxe não define quem é mais "malandro" ou não, mas claro que existem sempre aqueles que o são, independentemente de ela existir ou não.
Obrigada pelo seu comentário.
Ana
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De Maria a 26.01.2014 às 20:45

No meu tempo praxe era igual a fascismo. E continua a ser
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De Isabel Ramalho a 26.01.2014 às 21:02

A integração deve continuar a ser assim, questiono, qual integração? Existe algum decreto lei que obrigue a praxe? Só a tradição e tem que ser respeitável.

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